Após uma campanha no Kickstarter prevista para esta primavera — no hemisfério norte — as cópias devem chegar aos apoiadores antes do fim de 2026.
A franquia de Tom Clancy’s The Division está migrando para o universo dos jogos de mesa. A editora francesa Arkhane Asylum Publishing firmou parceria com a Ubisoft para desenvolver um RPG de mesa baseado em dados, ambientado no mundo pós pandêmico da série. O anúncio foi feito na terça-feira (21), com a campanha no Kickstarter prevista para começar em 28 de abril de 2026.
Segundo um comunicado oficial da Arkhane Asylum, o projeto pretende transportar para o tabletop toda a tensão característica da franquia, sua pegada tática e a construção de mundo marcante, oferecendo aos fãs uma nova forma de vivenciar The Division por meio de narrativas imersivas e missões guiadas pelos próprios jogadores. Entre os produtos iniciais estão um kit introdutório, livros básicos de regras (Manual do Agente e Manual do Coordenador), escudo de mestre, miniaturas e edições deluxe variadas.
No universo de The Division, um vírus altamente letal conhecido como Green Poison é liberado no centro de Nova York, levando os Estados Unidos ao colapso. Com o agravamento da pandemia — especialmente na própria cidade — a sociedade entra em ruína, dando espaço a facções violentas que transformam o local em uma zona de guerra. Para tentar restaurar a ordem, o governo ativa a Division, uma rede de agentes infiltrados entre a população. É nesse cenário que os jogadores entram em ação.
Mathieu Saintout, diretor de publicação da Arkhane Asylum, afirmou que o jogo vem sendo desenvolvido há cerca de três anos e já está concluído. Em entrevista ao TTRPG Insider, ele explicou que o Kickstarter funcionará como uma espécie de pré-venda, permitindo alcançar um público maior, especialmente nos Estados Unidos. A produção deve começar logo após o término da campanha, com entregas previstas ainda para 2026.
Uma versão inicial do Quickstart Guide, disponibilizada ao site Polygon, revela que o sistema utiliza principalmente dados de 10 lados (d10), adotando uma abordagem mais direta e tática por meio do sistema GRIS. Os jogadores assumem o papel de Agentes e utilizam habilidades e características para rolar pequenos conjuntos de dados — de um a cinco d10. Em vez de somar os resultados, escolhe-se um único “dado de resolução” para definir o sucesso da ação, comparando-o com a dificuldade estipulada. Tirar um 10 perfeito concede bônus adicionais, como mais dano ou efeitos aprimorados.
O combate dá grande importância ao posicionamento e à leitura do ambiente, assim como nos jogos digitais da franquia. Elementos como cobertura, altura e visibilidade influenciam diretamente os resultados das rolagens. O sistema favorece estratégias coordenadas e posicionamento inteligente, em vez de depender apenas de números altos.
A mecânica de saúde também traz uma abordagem interessante: os Agentes possuem um limite de ferimentos que, quando ultrapassado, reduz sua eficiência (diminuindo a quantidade de dados disponíveis). Ao chegar a zero, o personagem não é eliminado imediatamente — ele ainda pode se mover lentamente e realizar ações limitadas, simulando o estado de “derrubado” comum em jogos de tiro. Nessa condição, o jogador também precisa rolar em uma tabela de traumas para verificar possíveis efeitos duradouros, como choque ou ferimentos graves que impactam mobilidade e desempenho.
O guia introdutório — que será disponibilizado gratuitamente em breve — inclui ainda um cenário pronto chamado Ashes of Murray Hill, onde os jogadores investigam o desaparecimento de uma equipe médica e enfrentam um ataque do grupo Rikers, que domina o bairro de Murray Hill, em Nova York. Mais informações, incluindo a linha completa de produtos, devem ser divulgadas conforme a campanha no Kickstarter se aproxima.
Fonte: Adaptado de Polygon.










