Poucas datas despertam tanto fascínio — e receio — quanto a sexta-feira 13. Filmes, séries e manchetes ajudaram a consolidar a ideia de que o dia traz má sorte. Mas essa crença não surgiu de um único evento. Ela é resultado da combinação de tradições antigas, mitos religiosos, registros históricos e, mais tarde, da cultura popular moderna.
O número 13: da mitologia ao cristianismo
Na mitologia nórdica, um dos relatos mais citados envolve Loki. Segundo o mito, doze deuses participavam de um banquete em Valhalla quando Loki apareceu sem convite, tornando-se o 13º convidado. Ele enganou Hödr para que atingisse Balder com uma flecha de visco. A morte de Balder mergulhou o mundo em luto e escuridão — um episódio frequentemente associado à ideia de que o “13º elemento” rompe a harmonia.
Na tradição cristã, o simbolismo também é forte. Na Última Ceia, Jesus reuniu seus 12 apóstolos, formando um grupo de 13 pessoas. O 13º à mesa teria sido Judas Iscariotes, que mais tarde traiu Cristo. A crucificação ocorreu no dia seguinte — uma sexta-feira — reforçando a associação negativa tanto do número quanto do dia da semana.
A sexta-feira: um dia marcado por tragédias
Além da crucificação de Jesus, outras tradições cristãs apontam a sexta-feira como um dia de eventos trágicos: seria o dia em que Adão e Eva comeram o fruto proibido, quando Caim matou Abel e até mesmo quando teria começado o Dilúvio.
No campo das crenças populares, a reputação também não ajudava. Na Inglaterra vitoriana, as execuções públicas aconteciam às sextas-feiras — o chamado “Hanging Day” (Dia da Forca). Já entre marinheiros, iniciar uma viagem numa sexta-feira era considerado arriscado e sinônimo de azar.
Quando o medo ganhou data marcada
Curiosamente, a combinação específica da sexta-feira com o dia 13 só começou a ser registrada no século XIX. Uma das primeiras referências conhecidas aparece em uma peça teatral francesa de 1834, na qual um personagem atribui seus infortúnios ao fato de ter nascido em uma sexta-feira 13.
No início do século XX, a superstição ganhou força com a literatura. Em 1907, o escritor norte-americano Thomas W. Lawson publicou o romance Friday, the Thirteenth, que narra a história de um investidor que explora o medo da data para provocar pânico em Wall Street. O livro foi um sucesso e ajudou a consolidar a sexta-feira 13 no imaginário popular.
Outra teoria associa a data à perseguição aos Cavaleiros Templários. Em 13 de outubro de 1307 — uma sexta-feira — o rei Filipe IV da França ordenou a prisão em massa de membros da Ordem. Muitos foram torturados e executados. Apesar da popularidade dessa versão, especialmente após ser mencionada em obras como O Código Da Vinci, historiadores apontam que a ligação direta entre o evento e a superstição só foi construída séculos depois.
Um fenômeno do calendário
Para que uma sexta-feira 13 aconteça, o primeiro dia do mês precisa cair em um domingo. Isso pode ocorrer de uma a três vezes por ano. Estatisticamente, o dia 13 cai com ligeiramente mais frequência numa sexta-feira do que em qualquer outro dia da semana — um detalhe matemático que alimenta ainda mais a curiosidade em torno da data.
Um medo moldado pela cultura
A sexta-feira 13 não possui uma “certidão de nascimento” única. Sua fama é resultado da fusão entre mitologia, tradição religiosa, registros históricos e, principalmente, da força da literatura e do entretenimento no século XX.
No fim das contas, trata-se menos de uma data amaldiçoada e mais de um retrato fascinante de como sociedades constroem e perpetuam símbolos — provando que, às vezes, o verdadeiro poder do azar está naquilo em que escolhemos acreditar.
Fontes: How Stuff Works, Britannica, History.
Ameaças da sexta-feira 13 para Year Zero Engine
Ameaças baseadas nas figuras mitológicas e históricas que originaram a lenda da Sexta-feira 13, adaptadas para o sistema Year Zero Engine (YZE) – seja para Mutant: Ano Zero, Forbidden Lands, Vaesen ou qualquer hack que use a mecânica.
- Loki, O Trapaceiro Místico: Loki não é um lutador frontal, mas um manipulador do caos. Ele sobrevive enganando, distraindo e virando a situação contra os inimigos.
- Judas, O Portador da Culpa: Judas carrega o peso da traição. Ele não confia em ninguém, mas consegue enxergar através das mentiras dos outros. Seu corpo aguenta a dor, mas sua mente está à beira do abismo.
- Jacque de Molay, O Guerreiro Espectral: O último Grão-Mestre dos Templários. Queimado na fogueira, retornou com a armadura enegrecida e a determinação inabalável de um homem que já não teme a morte.
- A Ceia Maculada: Não é um, mas vários. Vozes de apóstolos e sussurros de runas habitam um corpo só. Em um momento é um mártir calmo, no outro um berserker furioso.
- A Enforcada, Assombração Silenciosa: Ela não fala. Seu pescoço está quebrado em um ângulo estranho. Ela se move nas sombras e, quando a corda range, o sangue dos vivos congela. É uma assassina silenciosa.
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